Conheça a SRM e o cartão pré-pago que promete facilitar a vida das empresas

Por Breno França

Fundada em 2005, fintech quer crescer 80% em 2019 e atingir R$ 10 bilhões em volume de operações de crédito

Cartões de crédito pré-pagos são uma das grandes apostas da empresa para atingir novos clientes e ganhar mercado

Cartão SRM
O cartão de crédito pré-pago da SRM quer ajudar gestores a controlar melhor os pequenos gastos da empresa

Hoje em dia, qualquer pessoa com interesse em investimentos e finanças é capaz de nomear, de cabeça, algumas fintech. Essas startups estão surfando na crista da onda e conquistando uma fatia cada vez maior do mercado com suas maquininhas, cartões de crédito, contas digitais, empréstimo, seguros e, é claro, carteiras de investimentos.

Por ser focada em business to business (B2B), pode até ser que a SRM não seja uma dessas fintechs que vem de imediato à mente das pessoas. Mas isso não significa que os negócios não estejam indo bem. A perspectiva é de encerrar 2019 com R$ 10 bilhões em volume de operações de crédito, sobretudo com antecipação de recebíveis, principal braço de atuação da empresa. A cifra representa um crescimento de cerca de 80% em relação a 2018.

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Origem da fintech

Criada em 2005 pelos irmãos Salim e Marcos Mansur, a SRM se tornou uma fintech antes mesmo do termo existir. Focada em atender as necessidades de crédito das empresas, ela cresceu, se desenvolveu e hoje tem um conjunto de produtos e serviços financeiros digitais – sempre focado em B2B – muito mais ágeis do que os oferecidos por instituições tradicionais.

Pioneira em fundos multi-cedente e multi-sacado, tipos de Fundos de Investimentos de Direitos Creditórios (FIDC) no Brasil, a empresa conquistou seu espaço no mercado e hoje já tem mais de R$ 1,8 bilhão de ativos sob sua gestão, se tornando uma das maiores gestoras desse tipo de ativo no país. Isso porque a empresa é focada só em médios e grandes clientes, com faturamentos entre R$ 50 milhões e R$ 1,5 bilhão por ano.

Para atender também micro e pequenas empresas, com faturamento entre R$ 100 mil e R$ 5 milhões ao ano, os irmãos Mansur também criaram a Trust em 2017. Oferecendo antecipação de duplicatas em até 2 horas, o serviço baseado em tecnologia própria avalia o risco das operações de forma automatizada por big data, o que facilita e agiliza o acesso ao crédito para empresários e empreendedores.

Com a demanda crescente, novas funcionalidades foram sendo acrescentadas ao ecossistema da SRM e da Trust. Hoje, ambas oferecem produtos como conta de pagamentos digital, franquias, câmbio, empréstimos, antecipação de recebíveis, investimentos e, mais recentemente, maquininhas e cartões de crédito pré-pagos.

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Cartões de crédito pré-pagos

Apesar de o CEO da SRM, Marcos Mansur, fazer questão de ressaltar que a empresa “não é uma fintech de um produto só”, o filão dos cartões de crédito pré-pagos é um dos grandes responsáveis pela expectativa de crescimento deste ano. Isso porque, enquanto a Trust conta com cerca de 11 mil clientes e já emitiu cerca de 12 mil cartões, a SRM, que lançou o produto em dezembro de 2018, espera ir pelo mesmo caminho.

Para entender mais sobre as estratégias e os detalhes desse novo produto, o IQ conversou com o gerente de cartões da SRM, Mauro Lima. Ele deixou o banco Santander para liderar o lançamento desse e de outros produtos que ainda estão por vir, e acredita que a fintech já tem estrutura e capital suficientes para mudar de patamar.

O cartão de crédito corporativo lançado pelo SRM tem como objetivo ajudar os gestores a controlarem  gastos variáveis com funcionários, que geralmente fazem a conta do final do mês extrapolar.

“Os gestores podem criar cartões para usos específicos como compra de materiais, viagens ou almoços”, explica Mauro Lima. “Por ser um cartão de crédito também digital, ele pode ser utilizado para serviços como Uber, e-commerce, e compra até mídia no Facebook ou Google ADS”.

Mauro Lima, Gerente de cartões da SRM, Mauro Lima

Além disso, o gerente de cartões da SRM destaca que, por se tratar de um cartão de crédito pré-pago, o gestor pode estabelecer o limite de cada cota. “Vamos supor que um funcionário vá fazer uma viagem de dois dias com hospedagem, almoço executivo e deslocamento. O gestor pode colocar um crédito de R$ 2 mil e ir ‘recarregando’ esse cartão conforme o funcionário justificar as despesas”, explica Mauro. Ele diz que o cartão de bandeira MasterCard tem emissão gratuita, é integrado à conta digital de pagamentos da SRM e possibilita movimentar, sem custos, recursos de um cartão para outro.

A única taxa cobrada pela SRM é no carregamento. Independente do valor creditado, uma tarifa de R$ 4,90 é cobrada dos clientes. Em geral, a taxa é cobrada em um percentual sobre o valor depositado, o que dá é uma grande vantagem para a SRM.

Lima afirma que a intenção é tornar essa tarifa ainda menor. Isso porque os cartões, na verdade, são a linha de chegada de uma plataforma de soluções financeiras oferecidas pela empresa. “A ideia é aumentar a base pelo cartão e impulsionar a abertura de mais contas”, afirmou.

Outro diferencial do cartão de crédito da SRM está na dashboard dos aplicativos desenhados tanto para funcionários quanto para gestores. Enquanto o funcionário pode aproveitar o aplicativo para, por exemplo, tirar uma foto da nota fiscal de um restaurante e garantir que terá aquele gasto justificado, o gestor pode acompanhar quanto e como cada funcionário gastou, além de fazer o remanejamento e a recarga dos recursos na hora que quiser.

“Através de uma única plataforma, as empresas podem administrar de forma centralizada recursos de várias origens, como antecipação de duplicatas, pagamentos via boleto, empréstimos e agora, os cartões de crédito dos colaboradores”, explica Mauro.

Os saques nas redes 24 horas com o cartão da SRM também estão liberados dentro e fora do Brasil, mais uma vantagem que a empresa, que conta com escritórios no Chile e no Peru, pode oferecer.

A SRM também está lançando a opção de cartões anônimos, um bloco de cartões não-nominais que, portanto, podem ser trocados entre os colaboradores sem que os gestores tenham que emitir um novo para cada funcionário.

“Nossos clientes possuem de 200 a 3 mil colaboradores. Em alguns casos, oferecer um cartão nominal para diretores e altos executivos faz sentido, mas em outros os gestores vão querer uma flexibilidade maior para funcionários que vão fazer compras específicas. Estamos no caminho certo de um mercado que não para de inovar”, resumiu o gerente de cartões.

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