O que são fundos de investimento em ações?

Por Redação IQ 360

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Você sabe o que são os fundos de ações e como eles funcionam? Esses fundos são comercializados na bolsa de valores brasileira, a B3, e devem ter, no mínimo, 67% da carteira composta por ações de empresas, um investimento em renda variável.

Os fundos de investimento em ações são administrados por gestores especializados, o que faz com que muitos investidores busquem esse produto. Em vez de montarem a própria carteira de ações, os investidores confiam a tarefa a um fundo, que faz análises periódicas para decidir as próximas movimentações.

Esse tipo de ativo permite que a o investidor adquira frações (cotas) de conjuntos de ações contidas na carteira do fundo. Não há uma regra que determine o perfil das ações compradas, e essa é uma informação relevante para a escolha do fundo. O fundo tem a mesma lógica de uma sociedade: todos os custos e benefícios são compartilhados por todos que possuem cotas.

Os fundos de ações podem ser classificados em: passivos (quando o rendimento do fundo é atrelado a um índice, como o Ibovespa) e ativos (quando a rentabilidade não está atrelada a um índice, mas objetiva superá-lo). Fundos ativos costumam cobrar taxas de administração e performance maiores.

Além disso, é importante saber que em fundos de ações há incidência de Imposto de Renda (IR) de 15% sobre a rentabilidade, independentemente do valor, ao contrário de outros investimentos tributados de acordo com a tabela regressiva de IR.

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Como escolher um fundo de ações?

Quem optar por investir em um fundo de ações deve avaliar uma série de critérios para saber qual produto é mais indicado para o seu perfil. As características mais observadas pelos investidores são: quantidade de cotistas (e a variação do número de investidores que entraram e saíram do fundo nos últimos meses), número de cotas, rentabilidade e volatilidade.

O número de cotistas é importante para saber a relevância do fundo no mercado. Fundos mais tradicionais costumam ter um volume maior de investidores, pela lógica da procura por bons produtos. Fundos de ações maiores, que tenham um volume significativo sob custódia, também tendem a ser mais organizados, e ter uma gestão dos recursos mais transparente. Caso um fundo esteja perdendo cotistas nos últimos meses, pode ser sinal de resultados ruins recentes ou de decisões mais arriscadas.

A rentabilidade do fundo também é importante – embora esse número seja um retrato do passado, e não uma garantia de futuros ganhos. Veja abaixo os fundos de investimento em ações que mais renderam em 2018:

Nome do fundo GestorRentabilidade em 2018
Hayp FIAZenith Asset Management62,6%
Forpus Ações FIC FIAForpus Capital47,54%
Kapitalo Tarkus FIC FIAKapitalo Investimentos46,8%
Squadra Long Biased FI Cotas de FIASquadra Investimentos39,4%
Az Quest Top Long Biased Fc FIAAz Quest Investimentos38,8%

O Ibovespa, índice que serve como benchmark para os fundos de ações, acumulou valorização de 15,03% em 2018. Isso significa que todos os fundos citados acima tiveram uma rentabilidade muito superior à média do mercado.

Outro fator que deve ser levado em conta é a volatilidade do fundo. Até mesmo os investidores que aceitam um grau de risco maior costumam olhar esse critério, para analisar se o ganho potencial é compensado pelo risco. O mercado usa o chamado índice de Sharpe, criado pelo ganhador do Nobel de Economia William Forsyth, para mensurar a volatilidade de um ativo.

O cálculo é feito com base em uma fórmula que leva em conta a rentabilidade do investimento, a rentabilidade comparada com a de um investimento livre de risco (pode ser o CDI, a Selic, ou algum outro índice) e o grau de volatilidade. O resultado costuma ser entre 0 e 3. Quanto maior o número resultante, maior o prêmio de risco que está sendo dado pelo ativo em questão.

A maior parte dos fundos de ações tem registrado o índice de Sharpe histórico. É recomendável avaliá-lo.

Fundos de investimentos em ações são aplicações em constante análise. Isso significa que as estratégias de composição da carteira do fundo podem mudar, o que refletirá no resultado de curto prazo. O conselho aqui é avaliar fundos que tiveram uma melhora de resultado recente, pois pode ser um indício de que visões acertadas estão embasando as decisões do fundo. Mas, de novo: rentabilidade passada não é garantia de lucro futuro.

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Como investir em fundos de ações?

No Brasil, o setor é regulamentado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), entidade que também representa bancos comerciais, corretoras de investimento, gestores de patrimônio etc.

Para adquirir uma cota de um fundo, o investimento inicial geralmente costuma ser de R$ 1.000, mas já há fundos que exigem um valor menor, em torno de R$ 500. A escolha entre os fundos vai depender dos fatores que mencionamos acima e da própria diversificação da carteira do investidor.

É possível investir em fundos de ações por meio de uma plataforma de investimentos de uma corretora ou banco. Lembre-se que o investimento em fundos de ações não é assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), por isso é recomendável escolher bem a corretora e o banco (intermediadores) e, principalmente, pesquisar sobre a gestora do fundo em questão.

Em relação aos custos: esse tipo de investimento costuma apresentar taxa de administração, taxa de performance (cobrada apenas quando o rendimento supera o previsto para o mês), taxa de entrada (exigida apenas em alguns casos) e taxa de saída (cobrada quando o consumidor realiza o resgate do dinheiro antes do prazo final limite definido pelo fundo de ações). A dica é buscar um equilíbrio entre fundos de bom desempenho, que não cobrem taxas excessivas.

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