Como comprar ações da Vale

Por Redação IQ 360

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A Companhia Vale do Rio Doce surgiu em 1942, quando o governo Getúlio Vargas nacionalizou as reservas de ferro que eram exploradas por investidores estrangeiros. Em 1997, quando a companhia foi privatizada, ela já era a maior companhia de mineração de ferro do mundo. Hoje é a maior produtora de ferro e níquel do mundo, e a maior parte de suas receitas vem do minério de ferro (75% do total). Além dos dois produtos, ela também produz minério de manganês, ferroligas, carvão térmico e metalúrgico, cobre, ouro, prata e cobalto. Seu valor de mercado é de US$ 68 bilhões (aproximadamente R$ 267 bilhões, pelo câmbio de 17/04/2019).

As ações da Vale estão entre as mais populares da bolsa, por causa do seu tamanho e por relevância para o mercado de capitais. Por isso, é uma opção interessante e conservadora de investimento no mercado de renda variável. Contudo, quando é o melhor momento de comprar ações da empresa? Veja algumas dicas que podem te ajudar na sua decisão.

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Observe o mercado internacional, especialmente a China

A China é o maior produtor e exportador de aço do mundo. Por isso, mudanças na economia chinesa impactam globalmente os preços e a demanda por minério de ferro. As negociações anuais de preço de ferro são feitas primeiro na China, e depois balizadas no mercado europeu, o segundo maior do mundo, que acompanha de perto o cenário de preços chinês. As negociações com as siderúrgicas de Japão e Coreia também seguem os patamares definidos pelo mercado chinês.

Além do Brasil, a Austrália é um fornecedor relevante de minério de ferro. Como o país está mais próximo dos principais produtores de aço do mundo, fatos relevantes na mineração australiana também impactam no mercado global de minério.

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Observe o volume de produção e os fatores que o influenciam

É importante também observar fatores que afetam o volume de produção da Vale, como a aberturas e fechamento de minas. Ocorrências como o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, e o rompimento da barragem da Samarco (joint venture em que a Vale tem participação com a BHP) em 2015, no município de Mariana (MG), têm efeitos duradouros não só na imagem da empresa diante do mercado e da sociedade, como também na oferta global de minério de ferro.

No fim de janeiro de 2019, dias após o incidente em Brumadinho, o então presidente da Vale Fabio Schvartsman anunciou que a empresa desativaria todas as barragens construídas a montante, como a de Brumadinho. No total, seriam 19 barragens – 9 delas já estão inativas. As outras 10 ainda estão em áreas de exploração operante, e essa produção será suspensa, como medida de segurança. Estima-se que o impacto negativo será de 10% no volume anual de produção de minério de ferro, principal produto da Vale. Apesar de representar uma perda relevante, todo o processo levará cerca de três anos, o que diluirá os efeitos sobre a receita da empresa.

No dia seguinte ao incidente, as ações ordinárias da Vale (VALE3) despencaram quase 25%. Desde então, os papéis recuperaram quase a totalidade do valor perdido. Os investidores que entraram no momento de baixa já registraram 25% de ganho – isso em menos de um trimestre. É importante lembrar que os papéis preferenciais da Vale, negociados sob o tícker VALE5, deixaram de ter a variação registrada em 2017, pela conversão dessas ações em papéis ordinários.

De qualquer maneira, o investidor deve considerar eventuais punições que a Vale ainda pode sofrer, por causa do rompimento da barragem de Brumadinho, além do pagamento de indenizações às mais de 300 famílias afetadas. A Justiça chegou a bloquear R$ 11 bilhões do caixa da empresa, mas não se sabe se as sanções serão maiores ou menores que esse valor.

A Vale divulgou, em março passado, os resultados de 2018. A receita líquida cresceu 7,7%, em relação a 2018, e o EBITDA ajustado cresceu 8,2%. No entanto, os reflexos da tragédia de Brumadinho só serão conhecidos na divulgação do balanço do 1º trimestre de 2019, que deve acontecer em 09/05/2019.

 

Observe o câmbio

O câmbio interfere nos resultados da Vale de duas maneiras. Uma delas é seu impacto direto no preço, que é definido internacionalmente. Outra é na conversão dos resultados obtidos no exterior, que respondem por 65% do faturamento da empresa.  Quando o valor do dólar sobe, tanto os preços do aço quanto os resultados obtidos no exterior sobem em reais. Da mesma forma, quando o dólar cai de preço tudo cai igualmente.

No caso da Vale, quando o real está valorizando torna-se interessante adquirir ativos no exterior. Foi o que aconteceu em 2006, quando a Vale adquiriu a canadense Inco por US$ 18 bilhões, à época.

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Observe o mercado de ações

Se não há novidades nos seus mercados de atuação, as ações da Vale tendem ser influenciadas pelo humor geral do mercado. O Ibovespa capta momentos de euforia ou desânimo no mercado – os chamados bull market ou bear market – e ondas de euforia ou desânimo impactam os principais ativos do mercado, Vale entre eles.

Se o mercado está em alta, a Vale tende a entrar em alta junto, e vice-versa. Por isso, as perspectivas para o Ibovespa podem afetar também a performance do banco.

Por fim, um aviso: quando falamos em ações mais consolidadas como as da Vale, ganhos elevados de curto prazo são mais raros. Mas ganhos de longo prazo podem ser muito interessantes.

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