Despachante do Detran: vale a pena contratar?

Por Bruno Freitas

despachante detran

O cenário é comum: a pessoa vai solicitar um serviço no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e se depara com a exigência de entregar uma série de documentos. Seja para a retirada da carteira de habilitação ou algo mais pontual, como solicitar a 2ª via do CRV. São papéis e mais papéis necessários para conseguir o que deseja.

Assim, foi criado o despachante, uma figura que auxilia aqueles que não desejam ou não têm conhecimento para realizar esses trâmites sozinho. Quando credenciado, o despachante pode procurar o Detran para solicitar o serviço.

Existe um verdadeiro mercado intermediador voltado para esse tipo de serviço. Afinal, é uma via de mão dupla: as pessoas ganham tempo ao contratar um despachante e esses são remunerados por fazer o trabalho que o solicitante possivelmente não tem tempo. Em muitos casos, a troca compensa.

O quê faz um despachante do Detran?

O despachante é o profissional que encaminha e acompanha o trâmite de documentos em repartições e serviços públicos. No caso do Detran, ele pode ser responsável por uma série de serviços, tais como:

  • Primeiro emplacamento
  • Segunda via de CRLV
  • Transferência
  • Alteração de endereço residencial do responsável pelo veículo
  • Consulta de situação do veículo
  • Troca de município no registro
  • Alteração na placa
  • Troca de estado no registro
  • Alteração de características do veículo
  • Comunicação de venda
  • Segunda via de CRV
  • Baixa definitiva de veículo como sucata

Em outras palavras, um despachante pode ser contratado para fazer uma série de serviços em que é necessário se deslocar até o Detran ou encaminhar uma série de documentos.

Contratar um despachante acaba sendo uma escolha de economia de tempo.

Sim, mas seguindo regras diferentes de acordo com o Estado em que trabalham. Assim, o leque de serviços que um despachante pode trabalhar em São Paulo é diferente do quanto ele pode atuar em Sergipe, por exemplo.

A regulamentação do serviço se deu no segundo semestre de 2018, em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A regulamentação também determinou que, para atuar como despachante, é necessário ser aprovado em um processo seletivo realizado no Departamento Estadual de Trânsito em que o candidato reside. Assim, um despachante precisa ter ao menos o ensino médio completo, a aprovação no processo seletivo e a conclusão de um curso de 100 horas oferecido pelo Detran de seu Estado.

Esses requisitos, uma vez cumpridos, tornam o despachante vinculado ao Detran e apto a oferecer seus serviços para clientes.

Como contratar um despachante online?

Um caminho para encontrar um despachante fora de seu bairro é procurar pela internet. Há diferentes despachantes que oferecem seus serviços online, alguns fornecendo as informações de contato e outros oferecendo todo o trabalho pela rede, estando sempre em contato com você.

Quanto custa um despachante?

Os preços mudam de região para região, assim como de profissional para profissional. Mas usando como base a tabela de honorários do Sindicato dos Despachantes do Estado do Paraná (Sindepar), os valores vão de R$ 35 para consultas na internet a R$ 400 para aquisição judicial – como um inventário, por exemplo. Mas pesquisas apontam que o preço pode variar até 700% entre um despachante e outro, como noticiado pelo G1 Minas.

Vale a pena contratar o serviço de um despachante?

Depende muito de caso para caso, mas em muitas situações, sim. Vale a pena. Se trata de uma economia de tempo e a contratação de um profissional que sabe os caminhos para que sua solicitação no Detran seja cumprida com mais celeridade.

Porém, isso envolve custos que podem tornar o negócio pouco vantajoso. Justamente por ser um intermediário entre você e o Detran, o despachante cobra taxas adicionais pela ponte que está fazendo. E essas taxas não costumam ser baixas – como dito, um inventário pode custar mais de R$ 400 para ser feito. Então, a conta pode acabar saindo salgada, ainda mais se você precisar de um serviço que custe caro no Departamento de Trânsito.

O caminho mais barato continua sendo aquele em que o motorista realiza sozinho todos os trâmites. Mas caso você não tenha tempo para fazer todo o processo burocrático, contratar um despachante pode ser a melhor saída.

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