Como personalizar o seguro do seu carro?

Por Maria Teresa Lazarini

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Depois de comprar um carro, ainda existem diversos cuidados que um motorista deve ter com o tão sonhado veículo. Qualquer pessoa que circule pelas ruas das cidades brasileiras está exposta a riscos, como roubo ou furto do carro, pequenas colisões e acidentes. Por isso, é indispensável pensar em contratar um bom seguro de carro. Mas, com tantas opções de coberturas disponíveis no mercado, esta tarefa acaba se tornando um desafio.

Antes de escolher um seguro auto, é recomendado ter em mente dois fatores: o seu limite de despesas e quais coberturas são essenciais para o seu veículo.

Por isso, o IQ listou as principais coberturas de um seguro auto e qual o peso de cada uma delas no valor final do orçamento. Se você entender melhor o que compreende um seguro, fica mais fácil escolher o produto ideal para o seu perfil. Em uma análise das suas necessidades com o carro, já é possível saber o quanto você vai gastar caso inclua ou retire cada item da cobertura.

Para exemplificar a influência que as coberturas têm no preço do seguro, o IQ Seguros fez uma cotação baseada em um modelo que está entre os líderes de vendas no Brasil – o HB20. O modelo escolhido foi o HB20 COMF/C. PLUS/S. STYLE 1.0 FLEX 12V de 4 portas. Como perfil de segurado, consideramos um homem de 26 anos, solteiro, que mora em apartamento em São Paulo, capital.

Coberturas principais: como escolher?

A primeira preocupação de quem contrata um seguro é ter a certeza de que o carro estará protegido dos principais riscos. Quem transita por regiões em que há um número maior de roubos e furtos, por exemplo, deve se assegurar que o seguro cubra tais ameaças. Já para motoristas que rodam em regiões de possíveis enchentes, é necessário ter uma cobertura contra incêndios e alagamentos.

As coberturas de casco, terceiros e guincho são inclusas na maior parte dos seguros. O que diferencia o preço final são as outras coberturas que o segurado escolher. Deste modo, para definir quais são ideais para o seu seguro auto, é importante saber o que cada uma compreende e como elas pesam no final das contas.

Casco

Fator essencial para um seguro auto, a cobertura compreensiva de casco protege o valor do seu carro dos principais riscos, como roubo, colisão e incêndio. Para isso, no momento de contratar um seguro, você pode escolher qual é o limite de valor que deseja receber em ressarcimento, caso algum desses incidentes aconteça.

No mundo de seguros, este tipo de valor é baseado na Tabela Fipe, que é uma referência de valor para carros seminovos. É importante destacar que a Tabela FIPE sofre alterações regularmente, tornando o valor dos veículos variável.

Para que a seguradora consiga fazer indenizações em casos de riscos ao casco, o segurado deve escolher a porcentagem da FIPE que ele deseja contratar. Ou seja, qual o valor que ele quer receber se o carro passar por algum incidente, como roubo ou incêndio. Mas a decisão da porcentagem da Tabela FIPE tem um preço.

Caso o motorista optar por uma cobertura de casco baseada em 110% da Tabela FIPE, ele pagará 5% a 10% a mais no preço final da apólice, em relação a alguém que escolha a cobertura de 100% da tabela, que é o padrão do mercado. Na cotação realizada com o HB20, a seguradora em questão não permitiu cotar o seguro auto com 110% da Tabela FIPE, uma vez que o modelo costuma não comportar acessórios ou adicionais que equivalham a este valor da FIPE.

Danos a terceiros

Já que na rua não somos os únicos a dirigir, existem diversos riscos envolvendo motoristas e pedestres próximos, como colisões e atropelamentos. Para manter não só você, mas os outros protegidos, o seguro de danos a terceiros protege o segurado contra qualquer prejuízo que ele possa causar a outro veículo ou pessoa no trânsito.

Em outras palavras, é um seguro opcional que te ajuda em acidentes em que você possa eventualmente se envolver, como bater no carro de outra pessoa ou atropelar alguém. Os danos a terceiros se dividem em três principais categorias: danos materiais, corporais ou morais, sendo a última a categoria menos contratada.

Este tipo de seguro é recomendado para a maioria dos motoristas, uma vez que ele também protege outros motoristas e passageiros e resguarda o segurado de problemas judiciais. Uma das únicas situações em que o seguro de danos a terceiros não se mostra totalmente essencial é para veículos que trafegam em áreas muito pacatas, como fazendas ou cidades interioranas – mas ainda assim, sempre há o risco de acidentes.

Danos materiais – Deve ser acionado se você causar um acidente, como por exemplo bater na traseira de um veículo. O seguro cobre as despesas necessárias para consertar o carro do terceiro envolvido no sinistro – é papel do dono do carro comunicar a seguradora sobre o incidente.

No momento de fechar o seguro, o motorista decide qual é o valor de cobertura para esse tipo de prejuízo. Para analisar a necessidade dessa garantia, ele deve ponderar as regiões em que transita e o observar o valor médio dos carros em circulação. Conforme o cenário analisado, o segurado deve decidir o valor da cobertura que deseja contratar.

Quanto maior for o valor resguardado, maior será o prêmio do seguro. Em uma diferença de cobertura de R$ 50 mil – o nível mínimo padrão – e R$ 200 mil para terceiros, há um aumento de 20% a 40% no prêmio.

No caso do HB20 que possui cobertura de danos materiais a terceiros de R$ 50 mil, o prêmio ficou em R$ 1.224. Se o motorista escolhesse uma cobertura de R$ 200 mil, o prêmio subiria para R$ 1.436, um aumento de R$211 (incremento de 17%) em relação à cobertura menor.

Danos corporais – Essa cobertura paga despesas médicas quando existem lesões em terceiros, ou ainda indeniza em casos de morte ou invalidez do envolvido em um acidente ocasionado pelo segurado.

No momento de fechar o seguro, o motorista decide qual é o valor que ele deseja cobrir para este tipo de dano. Para isso, ele deve analisar que tipo de região ele transita – essa cobertura é essencial para motoristas que trafegam muito em estradas, cuja velocidade é maior, assim como os danos potenciais de um acidente.

A contratação dessa cobertura causa um impacto modesto no valor do seguro, de aproximadamente 3%. No perfil simulado, um seguro com a cobertura de danos corporais de R$ 50 mil custará R$ 1.224, enquanto que uma apólice com a cobertura de R$ 200 mil terá o valor de R$1.269, diferença de R$ 44 (aumento de 4%).

Franquia

A franquia é o valor pago pelo motorista caso haja a necessidade de conserto do veículo, como em colisões ou acidentes. Na prática, ela serve para que o segurado não acione a seguradora na ocorrência de pequenos danos ao carro. No caso do HB20, por exemplo, a franquia seria de R$3.404, e o motorista terá que pagar esse valor caso deseje acionar a seguradora para fazer qualquer reparo no veículo. Só faz sentido pagar a franquia, portanto, quando o custo de conserto superar o valor determinado. Vale lembrar que quando há perda total do carro não há a cobrança de franquia.

Um ponto importante para se prestar atenção é que quanto maior for o valor da franquia, menor será o custo de seguro, sendo a informação inversa válida também. Uma franquia de alto valor, conhecida como majorada, é ideal para quem tem um bom histórico como motorista e costuma ser prudente nas ruas. Se as chances de o carro sofrer sérios danos forem menores, é vantajoso que esse segurado contrate a franquia majorada para conseguir um valor mais baixo no seguro auto.

A franquia reduzida costuma ser recomendada para pessoas que estão expostas a mais riscos, como motoristas de estradas, ou os que dirigem longas distâncias com maior frequência, tendo maiores chances de se envolver em sinistros. Escolhendo a franquia reduzida, o segurado vai pagar pouco em casos de reparos ao carro, mas vai desembolsar mais no valor total do seguro.

Escolher uma franquia reduzida pode aumentar de 10% a 15% no valor referente à apólice. No caso do HB20, por exemplo, a franquia normal saiu por R$ 3.404 e o seguro por R$ 1,224,94. Já com a franquia reduzida, o valor da franquia seria de R$ 1.702 e o preço final do seguro de R$ 1.321,93, diferença de R$ 96,99, ou um aumento de 8%.

Guincho

O guincho é o serviço mais procurado pelos segurados e o motivo é fácil de imaginar. Ninguém quer ficar parado na rua e principalmente na estrada em caso de algum incidente com o veículo. Outro motivo importante é o custo para se contratar um guincho particular, que costuma ser caro. Nesses serviços particulares são cobrados um preço fixo e mais um valor por quilômetro rodado – se você estiver longe de casa, a conta será salgada.

Geralmente, a quilometragem mínima de cobertura estipulada pelas seguradoras é de 100 quilômetros. Caso o segurado queira aumentar este valor, haverá um encarecimento de 2% a 5% no valor final da apólice. O serviço de guincho de 400 quilômetros para o HB20 resultou em um prêmio de R$ 1.224, enquanto o serviço de guincho ilimitado aumenta o prêmio para R$ 1.352. A diferença é de R$ 128, um aumento de 10%.

Coberturas adicionais valem a pena?

Além das coberturas essenciais de um seguro, como casco e danos a terceiros, também é possível contratar outras garantias adicionais. Tome como exemplo um taxista: caso algum problema ocorra com seu carro, ele deve ter a certeza de que a seguradora irá prover um outro veículo, já que é o seu principal instrumento de trabalho.

Por isso as seguradoras oferecem a opção de carro reserva. Por um valor adicional, o segurado pode contratar esse serviço por até 30 dias, o que acarretará em um aumento de 2% a 5% no valor final do seguro. Essa cobertura, portanto, não afeta de forma relevante o preço da apólice. No HB20, por exemplo, a inclusão de 30 dias de carro reserva acrescenta em R$ 21 (aumento de 2%) no valor total do seguro.

O mesmo é válido para a cobertura de vidros, lanternas, faróis e retrovisores. Caso ela não esteja inclusa, o prêmio do seguro pode baratear em 2% a 5%. Caso o motorista resida em regiões com alto índice de furto, transite em vias estreitas ou deixe o carro pernoitando na rua, essa cobertura se torna uma verdadeira aliada, e por um baixo valor extra. No caso do HB20, a opção por essa cobertura adicional causou um aumento de R$ 68 (ou 5%) no valor final da apólice.

Antes de contratar um seguro auto, pense quais são as suas necessidades no trânsito. Com uma boa avaliação, é possível contratar um seguro auto ideal para o seu perfil e para seu bolso. E o IQ Seguros faz isso para você: a partir de uma cotação 100% online, é possível escolher o seguro ideal para o seu perfil com o melhor custo-benefício.

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