Grupo do IQ traz entrevista exclusiva com lenda do futebol americano

Por Marcio Kroehn

O wide receiver Larry Fitzgerald, do Arizona Cardinals, fala sobre carreira, evolução do jogo e como a experiência permite que ele continue no topo da NFL

New England Patriots e Los Angeles Rams decidem no domingo, 3 de fevereiro, quem ganha o troféu Vince Lombardi no LIII Super Bowl. Se você está familiarizado com o futebol americano, sabe que a decisão está nas mãos dos quarterbacks. De um lado, o experiente Tom Brady, 41 anos, com 9 participações nessa super decisão do futebol americano – todas pelos Pats. Do outro, o jovem Jared Gogg, de 24 anos – o jogo começa às 21 horas, com transmissão da ESPN.

Rams_cadinals_NFL_Fitzgerald
RUN, FITZ, RUN - Após fazer a recepção, o wide receiver Larry Fitzgerald (vermelho), do Arizona Cardinals, encara a defesa do Los Angeles Rams, equipe que enfrenta o New England Patriots no LIII Super Bowl. Na partida realizada em 23 de dezembro de 2018, o Rams venceu o Cardinals por 31-9 (Christian Petersen/Getty Images)

Mas as estratégias desses lançadores só serão bem-sucedidas com bons recebedores. Larry Fitzgerald é um deles. O wide receiver do Arizona Cardinals está de fora da final, mas bateu mais recordes na temporada: tornou-se o maior recebedor a vestir o uniforme de um único time, com 1.303. Ele ultrapassou Jerry Rice, do San Francisco 49rs, que acumulava 1.281 recepções. De toda a NFL, Fitzgerald é, agora, o terceiro maior em recepções. Além disso, é o segundo de todos os tempos a percorrer mais jardas, com 16.279. E acumula 40 recordes pelo Cardinals – veja algumas jogadas dele em um vídeo de menos de 2 minutos no fim deste texto.

Aos 35 anos, uma das estrelas do futebol americano não participou da pós-temporada e, até meados de janeiro de 2019, estava indeciso se anunciaria a aposentadoria. No dia 18, Fitzgerald foi jogar golfe com Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, e acertou o buraco em uma jogada (hole in one). Talvez a inacreditável jogada tenha inspirado o wide receiver a estender seu contrato, alguns dias depois, por mais uma temporada, que será a sua 16ª com o Cardinals.

Perguntado por Ric Elias, CEO e fundador da Red Ventures, grupo controlador do IQ°, no podcast 3 Things sobre o que motivaria a sua renovação, Fitzgerald respondeu que seria a paixão. Nessa conversa, ele mostra que, tão espetacular quanto seus números, é a visão sobre a carreira – uma interessante aula de gestão.

LONGEVIDADE DA CARREIRA
Em primeiro lugar, tem de ter a habilidade, a aptidão e a motivação naquilo que faz para se colocar em uma grande condição física. É preciso estudar o adversário, aprender novas técnicas para melhorar a si mesmo e ser completamente honesto.

LIMITAÇÕES FÍSICAS
Eu sou melhor agora como nunca fui [há 5 ou 10 anos]. Sou mais limitado fisicamente e algumas coisas não posso mais fazer, mas eu sou muito mais inteligente. Posso ver as diferenças das linhas e como posso ultrapassá-las, consigo antecipar as diferenças do jogo. Eu não tenho “pista” para usar meu físico contra o cara que está do meu lado. Meu atributo físico agora é usar a minha cabeça. Sou um jogador mais completo, posso correr por dentro ou por fora, encarar melhor o bloqueio e ser melhor para os meus companheiros.

COMPETIÇÃO
A NFL é maluca porque os caras que são os grandes nomes podem ser imprudentes, mas aqueles que estão no segundo ou terceiro ano eles olham e falam que vão tirar você de lá. Isso é algo interessante de ser ver: você vai ser a caça ou o caçador? Você tem de ter sempre essa mentalidade que alguém está caçando você e que alguém quer pegar o seu lugar.

As informações foram úteis?

0 / 5 (0 avaliação)