7 dicas para os endividados voltarem para o azul em 2019

Por Diana Ribeiro

Número de inadimplentes subiu em 2018 e mais de 62 milhões de brasileiros deixaram de pagar algum boleto

Veja como resolver esse problema neste ano

O número de brasileiros endividados subiu 4,41% em 2018, para 62,6 milhões de inadimplentes. O levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) ainda revelou que cerca de 40% da população adulta estava com o nome sujo. Mais da metade das dívidas (51%) eram com os bancos.De acordo com Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, existem 3 razões que contribuem para um número tão expressivo de negativados no País.

“O primeiro é a crise econômica. Apesar da recessão ter acabado no começo de 2017, todos os efeitos da crise continuam presentes, principalmente o alto desemprego, fazendo com que o orçamento siga apertado, o que dificulta o pagamento de dívidas”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil.

Além disso, Marcela destaca a falta de prioridade e de organização da vida financeira e, por fim, o acesso fácil a créditos com juros muito altos, como o cheque especial e o cartão de crédito.

Existe a esperança de que o cenário melhore neste ano – a expectativa é a de que a economia cresça cerca de 3% em 2019 – e que, finalmente, haja uma retomada do mercado de trabalho.

Também há a perspectiva de que a inadimplência comece a diminuir a partir do momento em que as pessoas voltem ao mercado de trabalho e passem a se organizar financeiramente para pagar as contas recorrentes. Mas a economista analisa que este ainda será um ano delicado para a maioria da população.

“Este ano ainda será difícil. Apesar da expectativa de melhora da economia e do mercado de trabalho, o desemprego estará mais baixo do que o ano passado, mas continuará num patamar historicamente elevado. Temos muitas coisas importante a serem discutidas, como a reforma da previdência e a reforma tributária”, diz Marcela, do SPC Brasil.

Essas dicas da especialista de como quitar dívidas em 2019 vão ajudar a passar um ano mais tranquilo financeiramente.

  • Entenda a sua situação financeira

Para ter controle do orçamento e saber exatamente o tamanho da dívida, é essencial anotar todos os gastos. Fique atento se há itens que podem ser cortados ou reduzidos.

“É importante separar o que eu gosto do que eu preciso. Se separar bem, é possível olhar o que é possível cortar para o pagamento de dívidas”, diz Marcela.

  • Olhar para os gastos automáticos

Esses são aqueles gastos que nem percebemos que temos, como é o caso da tarifa bancária e da anuidade do cartão de crédito, por exemplo. Tudo isso drena dinheiro do orçamento e pode ser uma boa forma de “recuperar” recursos para pagar as dívidas.

  • Faça renda extra

Depois de olhar detalhadamente o seu orçamento e cortar todos os gastos desnecessários, a dica é fazer uma renda extra caso ainda falte dinheiro para acabar com o valor devido. Existe uma infinidade de bicos que você pode fazer para ganhar um dinheiro a mais. Lembre-se de considerar a hipótese de vender algum bem para quitar as dívidas – os pertences que você não utiliza e estão encostados em casa.

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  • Negocie as dívidas

Muitas pessoas têm vergonha de negociar ou ficam esperando um feirão, mas isso não é necessário. O melhor a fazer é procurar a empresa para renegociar o valor da dívida. Dessa forma, você demonstra ao credor que está interessado em quitar as pendências.

“Quem tenta negociar a dívida pode conseguir um desconto, o que é interessante tanto para o consumidor como para credor. A empresa quer receber, por isso é importante negociar as dívidas”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil.

Além disso, analise se vale a pena trocar uma dívida cara por uma dívida mais barata, ou seja, com juros mais baixos, como o crédito pessoal ou o consignado.

  • Programe-se para pagar as parcelas

Após negociar a dívida, você deve se programar para honrar esse compromisso. O perigo é virar, novamente, uma bola de neve. Programe-se para encaixar as parcelas no seu orçamento.

A economista-chefe do SPC chama a atenção para a antecipação das parcelas da dívida.

“Só vale a pena antecipar as parcelas se houver desconto. Mas, pensando na organização financeira de uma pessoa endividada, eu gosto da antecipação das parcelas porque vai tirando as coisas da frente. É importante também deixar um pouco de dinheiro guardado para eventuais imprevistos”, diz Marcela

Portanto, se porventura você tiver os recursos para antecipar as parcelas, pense com calma e avalie se há outro dinheiro guardado para o caso de emergências.

  • Reflita como ficou endividado

Após quitar a dívida e resolver o problema, olhe para trás e entenda o que aconteceu para você ficar inadimplente. Analise se foi um imprevisto, como alguém doente na família ou a perda do emprego, ou foi um descontrole? Exagerou nas compras e acabou se enrolando? Tentar entende o que fez de errado ajuda a não repetir o problema.

  • Planeje o ano e faça uma reserva financeira

Faça um planejamento financeiro de um ano como um todo. Em alguns meses há mais gastos do que em outros, como um mês de viagem de férias ou com muitas datas festivas. Se você tem essa programação e planeja os seus gastos ao longo do ano, consegue consumir em um mês pensando no outro e isso ajuda a não se endividar.

Fora o planejamento, é importante ter uma reserva financeira. Isso significa ter um dinheiro guardado para qualquer imprevisto que possa acontecer.

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