Bitcoin está em queda livre e deve chegar a US$ 1,5 mil

Por Diana Ribeiro

A principal criptomoeda já perdeu 75% de seu valor em 2018 e a projeção é que caia ainda mais

O investidor brasileiro tem outro problema: a Receita Federal vai fiscalizar as criptomoedas no País

O Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida do mercado, continua ladeira abaixo. Em novembro, ele registrou a maior desvalorização mensal em 7 anos. O problema é que as perdas não param. Na sexta-feira, 7 de dezembro, a criptomoeda estava sendo negociada por cerca de US$ 3,4 mil.  O valor é um quarto do preço do início de 2018. É como se você pegasse uma nota de R$ 100, dobrasse em quatro partes e rasgasse três. Apenas um pedacinho ficou no seu bolso. Com um detalhe: há uma grande chance de esse pedacinho ficar menor.

bitcoin

“Não há como evitar que o preço do Bitcoin alcance US$ 1,5 mil”, disse Mike McGlone, analista da Bloomberg.

A queda do Bitcoin não é isolada. O valor de mercado de todas as criptomoedas, que já foi de US$ 870 bilhões e janeiro de 2018, caiu para US$ 100 bilhões, aproximadamente. Toda essa desvalorização afeta milhares de brasileiros, afinal, mais de 1,4 milhão tem CPFs registrados para negociar criptomoedas. Para se ter uma ideia do tamanho do mercado, ele é 2,1 vezes maior do que o total de CPFs autorizados a comprar e vender ações na bolsa de valores.

Se o humor do investidor de criptomoedas não está bom neste fim de ano, ele pode piorar. A Receita Federal do Brasil informou que vai fiscalizar as operações com criptomoedas. A nova regulamentação, que está disponível para consulta pública, tem o objetivo de acompanhar com mais profundidade e clareza as operações das corretoras que negociam moedas digitais no País.

As novas regras devem regulamentar o setor ainda em 2018. A proposta da Receita é que corretoras, pessoas físicas e jurídicas serão obrigadas a enviar informações de toda operação superior a R$ 10 mil, por mês. Em caso de omissão, a multa é de 3% sobre o valor da negociação.

Com as informações sobre as transações feitas no Brasil, é possível que a Receita aumente a arrecadação. Com mais transparência nas operações com moedas digitais, espera-se que a medida evite o uso das criptomoedas para sonegação fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro. As moedas virtuais ganharam muita força nos últimos anos. Em 2017, apenas as negociações com Bitcoins movimentaram mais de R$ 8 bilhões.

Além da Receita, o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) são os órgãos oficiais com competência para definir regras para o setor. E tanto o BC como a CVM estão avaliando quais medidas devem ser tomadas em relação aos ativos virtuais.

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