Pulseira NFC: o que é e como usar essa tecnologia

Por Redação IQ 360

NFC

Pode não parecer, mas a tecnologia NFC está cada vez mais presente no Brasil. Hoje, 80% dos terminais em uso no país suportam a tecnologia, inclusive utilizada na pulseira NFC, que foi conhecida por aqui nas Olímpiadas de 2016. De lá para cá, o cenário e as funcionalidades aplicadas em nosso mercado evoluíram.

Para fazer pagamentos com a pulseira, é necessário apenas que a máquina de cartão seja equipada com a tecnologia NFC. É segura, prática e qualquer pessoa pode usá-la nas compras do cotidiano. Continue lendo o post, entenda mais sobre a tema, como ela funciona, como surgiu e muito mais. Acompanhe!

Como funciona a pulseira NFC?

A pulseira usa como base a tecnologia NFC (Near Field Communication – Comunicação por Campo de Proximidade) e, como o nome sugere, funciona por aproximação para a troca de informações entre dispositivos que possuem chips compatíveis, sem uso de cabos ou fios. É semelhante ao bluetooth, contudo, seu raio de ação é menor e não é necessário parear os aparelhos.

O NFC ficou conhecido pelos pagamentos feitos com dispositivos Android, nos quais o aparelho é aproximado da máquina de cartões, ou realiza a leitura do código de barras. Em São Paulo, por exemplo, é aplicado para a consulta e recarga do bilhete de transporte público.

As pulseiras NFC são utilizadas para pagamentos em um fluxo parecido com os cartões com chip e tarja magnética. Ao invés de o cliente encaixar o cartão com chip ou passar a tarja magnética e só depois colocar o valor, na cobrança NFC, o valor da compra é digitado antes e a máquina de cartões aguarda a aproximação da pulseira.

Para isso, a pulseira gera um link de frequência de rádio de curtíssima distância, assim, há uma troca de pequena quantidade de dados, aproximando os dispositivos em até 10 centímetros. O processo é simples, seguro e evita a intervenção de terceiros (aparelhos, sistemas ou pessoas) durante a transmissão.

Geralmente, as pulseiras são produzidas de silicone e elástico. Há, também, um chip interno em que são armazenadas as informações do meio de pagamento, do usuário e instituição financeira. Dependendo da bandeira, as transações são limitadas a R$ 50,00, apenas no débito, contudo, há outras modalidades como crédito convencional e crédito pré-aprovado.

Essas características vão depender da instituição financeira e do serviço contratado pelo usuário, porém, as pulseiras podem apresentar as seguintes funcionalidades:

  • Saldo pré-pago, com recarga via transferência eletrônica ou boleto;
  • Saldo compartilhado com a bandeira do cartão de crédito;
  • Saldo compartilhando com a conta bancária do usuário (transações limitadas a R$ 50,00);
  • Gastos controlados por aplicativo, disponível para os principais sistemas operacionais;

Pagamento sem a necessidade de digitar senhas.

Quais as vantagens?

A principal delas é o pagamento sem necessidade de digitar senha, basta aproximar a pulseira ao terminal após digitar o valor a ser pago. Dependendo do terminal, é preciso habilitar a função de forma simples e intuitiva. Além dela, também podemos destacar:

É prática

Quem nunca esqueceu a carteira em casa e só se deparou depois de ter feito o pedido? Para alguns, pode ser uma situação simples de se contornar, ao passo que, para outros, pode ser mais complicada. A pulseira NFC evita que o usuário passe por algo semelhante, pois geralmente estará com ela em qualquer lugar. Além disso, possui algumas características importantes:

  • Agiliza pagamentos;
  • É à prova d’água;
  • Fácil de recarregar;
  • É possível acompanhar todas as operações do celular ou computador;
  • Tira a necessidade de andar com carteira.

É segura

O pagamento por aproximação tende a ser mais seguro em relação ao dinheiro e cartão, pois as informações da pulseira não podem ser replicadas. A transação é criptografada, protegendo os dados do usuário. Além disso, há recursos de segurança contra pagamentos em duplicidade.

Ademais, dificilmente o usuário perde, pois está literalmente em seu corpo, dessa forma, não será possível furtá-la sem que o usuário saiba. As limitações de pagamento também evitam transações de valores elevados em casos de perda ou roubo.

Melhora a experiência de compra

A transação se torna mais prática, o que demanda menos tempo em relação a uma venda feita no cartão de crédito por exemplo, reduzindo filas e a necessidade de ter dinheiro para passar troco.

Dessa forma, é possível enriquecer a experiência de compra do consumidor. Ademais, é uma forma de atrair mais clientes, principalmente se o negócio divulgar que aceita esse tipo de pagamento.

Como surgiu a tecnologia o NFC?

Os primórdios da tecnologia são baseados na identificação por radiofrequência (RFID), patenteados pela primeira vez em 1983, por Charles Walton. Na verdade, a NFC é uma tecnologia que se sobrepõe ao RFID, uma vez que se vale de uma distância operacional mais curta por questões de segurança.

Quase 30 anos depois, em 2002, Sony e Philips se juntaram e lançaram juntas a Comunicação de Campo Próximo, o que resultou em uma inovação disponibilizada em aparelhos como celulares, tablets, notebooks, celulares, câmeras digitais, entre outros.

Os primeiros dispositivos habilitados para NFC eram adesivos pequenos, usados para armazenar informações ou dados opcionalmente, ou seja, era necessária uma permissão para a troca de dados.

Eles recuperavam informações quando eram aproximados da plataforma, chamadas de tags NFC, que utilizavam um formulário padronizado para qualquer dispositivo com a tecnologia, o que os torna excepcionalmente fácil de usar.

Em 2004, foi criado o Fórum NFC para promover a conformidade com NFC e dispositivos, contudo, a padronização só veio em 2006. Na época, havia mais de 175 empresas que atuavam no desenvolvimento de aparelhos com a tecnologia.

Em 2006, foi lançado o primeiro aparelho celular habilitado para NFC, o Nokia 6131 NFC. O aparelho foi o primeiro a iniciar toda a ideia de passar o telefone sobre plataformas com tags NFC e obter informações.

Em 2010, com o Samsung Nexus S, surgiu o primeiro serviço de suporte a NFC, foi aí que a tecnologia se tornou um recurso padrão.

A popularização da tecnologia aconteceu inicialmente em países da Ásia, como Coréia do Sul e Japão, mas logo se estendeu a outros continentes, chegando ao Brasil em celulares e, em seguida, na pulseira NFC.

As principais instituições bancárias que atuam no país já oferecem planos para a utilização da pulseira para transações de débito, crédito convencional e crédito pré-pago.

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