Inflação inercial: o que é e como impacta no seu bolso!

Por Redação IQ 360

Inflação inercial

Muitas foram as tentativas de conter os altos índices de inflação no Brasil durante as décadas de 1980 e 1990. No entanto, o único projeto que surtiu o efeito desejado foi o Plano Real, desenvolvido durante o governo de Itamar Franco. A implantação desse plano conseguiu reprimir a inflação inercial. Outros tipos de inflação, como a de demanda, de custos e estrutural tendem a ser passageiras e encontrar o equilíbrio. Já a inercial costuma ser longa e trazer consequências mais graves para a economia do país.

O que é inflação inercial?

A inflação inercial surgiu a partir de uma teoria desenvolvida por economistas brasileiros no começo da década de 1980. Apesar de derivar de “inércia” – que significa ficar parado, o termo estável não é a melhor definição para esse tipo de inflação.

Ela apresenta um processo de aceleração contínuo e moderado. Ou seja, suas taxas são crescentes, mas não explosivas. Funciona como uma espécie de reação em cadeia, com os preços crescendo para acompanhar a inflação presente e passada.

Por exemplo, um simples aumento no preço da gasolina, pode desencadear o crescimento do valor de produtos e alimentos, assim como do transporte público. Diante desse cenário, os funcionários passam a pedir reajuste de salário. Em consequência disso, os empresários estabelecem preços ainda mais altos para os seus produtos e serviços.

O nome dessa série de reajustes é indexação. Para um país estar com uma economia indexada é necessário aplicar mecanismos de readequação de preços para reduzir os efeitos negativos da alta inflação.

No entanto, quando falamos em inflação inercial, esse procedimento não é o mais indicado.

Para conter essa inflação, é preciso fazer a desindexação para acabar com os reajustes.

Como a inflação inercial impacta no seu bolso

A inflação inercial pode trazer inúmeros prejuízos para a economia e a vida da população. Baseada em questões especulativas, ela influencia diretamente na criação de índices de inflação que servem como base para os reajuste de salários e preços.

Para readequar esses valores, são usados índices de períodos anteriores, o que gera a inflação futura. Mas como isso é aplicado no seu dia a dia?

A simples sensação de que seu poder de compra está cada vez menor pode ser um dos indícios para a existência de inflação.

É comum que o reajuste de preços do mercado brasileiro seja feito com base na inflação anterior. O salário mínimo funciona como indexador, e os demais produtos e serviços, assim como aluguéis e contratos, são readequados conforme o salário mínimo ou acima dele.

Os reflexos da inflação podem ser vistos com facilidade no dia a dia da população. Seja no momento de fazer compras no supermercado ou pagar contas, a inflação inercial pode acarretar um rombo no orçamento das pessoas.