Desorganização financeira: saiba o que causa e como evitar

Por Redação IQ 360

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No Brasil, segundo dados do Serasa Experience, 63,8 milhões de pessoas estão inadimplentes, ou seja, fizeram dívidas e não conseguiram honrar seus compromissos, são desorganizadas financeiramente. Se você faz parte desse grupo ou está perto de ingressar nele, confira nossas dicas e afaste esse problema da sua vida de uma vez por todas!

O que é desorganização financeira

De maneira bastante simples podemos conceituar a desorganização financeira como a falta de controle das próprias contas. Muitas pessoas não sabem, por exemplo, dizer quanto dinheiro entrou em sua conta no banco porque parte dele já foi utilizado para tapar o buraco do cheque especial que foi utilizado no mês anterior. Algumas vezes o salário nem chega a entrar por completo na conta porque parte já ficou “retida” por algum empréstimo consignado.

Depois de receber, quem não sabe como gasta seu dinheiro também é desorganizado financeiramente. Quais são e qual o valor das despesas fixas, aquelas que devem ser pagas todos os meses? Quais os principais itens de despesas variáveis, lazer, roupas? Muitas compras são feitas por impulso, ou seja, logo depois de comprar a pessoa percebe que não precisava daquele item?

Saber quanto ganha, como gasta e fazer um planejamento são os primeiros passos para acabar com a desorganização financeira. Para começar, anote quais são todas as suas receitas e qual o valor de cada uma delas. Neste item inclua salário, recebimento de aluguel, trabalhos de freelancer para ter uma renda extra etc.

Depois analise como você tem gastado o seu dinheiro. Uma boa forma de realizar esta segunda etapa é observando atentamente seu extrato bancário e a fatura de seu cartão de crédito. Alguns serviços de cartão já fazem uma avaliação inicial classificando seus gastos em grandes categorias como comida, saúde, lazer. Mas o ideal é que você faça isso detalhadamente para que consiga perceber o que pode ser mudado.

7 sintomas da falta de saúde financeira

Se você se identificou com alguns dos problemas apontados no texto até aqui, mas ainda não tem certeza se a desorganização financeira faz parte da sua vida, observe se você tem esses comportamentos:

  1. Gasta mais do que ganha todos os meses: você sempre fica em dúvida sobre qual conta pagar porque o dinheiro que recebe não é suficiente para quitar todas elas. Você escolhe quais contas pagar e acaba acumulando dívidas.
  2. Entra no cheque especial com frequência: quando você resolve pagar tudo o que deve no mês sua conta no banco acaba ficando no vermelho porque você entra no cheque especial. Isso gera uma ciclo porque no mês seguinte a renda novamente não será suficiente, parte já está comprometida com o pagamento do cheque especial (que costuma ter juros altos). Esse sintoma é uma consequência do anterior: você está gastando mais do que ganha.
  3. Não paga a fatura completa do cartão de crédito: muitas vezes você precisa parcelar o gasto do cartão de crédito porque não teve dinheiro para quitá-lo. Assim você também paga juros altos e esse também é um indicativo de que você está gastando mais do que ganha.
  4. Costuma pedir empréstimo com frequência: você já pediu empréstimos em bancos, em promotoras de crédito, tem consignado descontado do seu salário e até seus familiares e amigos já foram alvo de pedidos de socorro. Esse é um forte indício de que sua saúde financeira está bastante ruim.
  5. Faz muitas compras parceladas: você não compra nada com pagamento à vista porque raramente tem dinheiro para isso. Faz muitas compras parceladas e o valor final do que você adquiriu fica maior porque essa forma de pagamento possui incidência de juros. Ou seja, você não consegue controlar bem suas finanças para ter dinheiro na mão e conseguir negociar melhor quando quer comprar algo.
  6. Você não possui reserva de emergência: se você parasse de receber hoje toda a sua renda mensal (salários, aluguel, trabalhos de freelancer etc.), por quanto tempo você conseguiria se manter com o dinheiro que tem? Se a sua resposta for menos de seis meses você não tem uma reserva de emergência e esse é mais um sinal de desorganização financeira.
  7. Você só pensa no curto prazo: você só consegue dinheiro para o que precisa adquirir no mês ou no máximo nos próximos 12 meses. Você tem dificuldade de pensar no longo prazo, fazendo investimentos para sua aposentadoria, por exemplo.

6 dicas para começar a colocar as finanças em ordem

Depois de uma autoavaliação sincera você chegou à conclusão de que a desorganização financeira é a maneira como você se relaciona com seu dinheiro? Então chegou a hora de virar esse jogo. Ter controle das suas contas não é uma missão impossível, basta ter vontade e disciplina para se manter no caminho. Separamos seis dicas para você colocar suas finanças em dia:

A primeira delas é ter planejamento (1). E o passo inicial do planejamento é analisar suas contas, observando receitas e despesas, como falamos no início do texto. Uma boa dica é colocar todas as suas contas em um único local. As faturas impressas podem ser reunidas em uma pasta ou gaveta e as anotações digitais todas em um arquivo. Assim você corre menos risco de esquecer alguma conta a pagar.

Além do planejamento de como gastar o dinheiro, é importante você programar sua rotina (2). Onde você fará suas refeições, por exemplo? Se você se organizar para levar uma marmita ou um lanche de casa para o trabalho, evita gastos com comida na rua, geralmente mais caras do que o que você prepara em casa.

Outro passo importante para acabar com a desorganização financeira é ter metas para o seu dinheiro (3). Suas metas precisam ser tangíveis, ou seja, você deve ser capaz de verificar se elas foram atingidas no período determinado. Não basta, por exemplo, definir que sua meta é “economizar dinheiro”. Uma meta real deve conter valor e prazo: “vou economizar R$ 3 mil reais em seis meses”, por exemplo.

É importante também que suas metas sejam relevantes para você, porque se elas não tiverem um significado serão facilmente abandonadas. Você deve ter metas de curto prazo (até um ano), médio prazo (de dois a cinco anos) e longo prazo (mais de cinco anos). E cada meta precisa ser dividida em várias pequenas atividades (como economizar R$ 500 ao mês para chegar a meta de R$ 3 mil em seis meses).

A quarta dica para não fazer mais parte do grupo da desorganização financeira é limpar seu nome na praça (4). Se você tem dívidas, procure seus credores para uma conversa. Algumas negociações podem até ser feitas pela internet, pelo Serasa Experience, por exemplo (https://www.serasaconsumidor.com.br/limpa-nome-online/). Ao negociar e reparcelar uma dívida é muito importante você observar qual valor cabe no seu bolso mensalmente para que você consiga honrar esse compromisso.

Depois de quitar suas dívidas, comece a guardar dinheiro para ter uma reserva de emergência (5). Assim você evita se endividar novamente em situações imprevistas, como uma crise econômica que faça você perder seu emprego ou seus clientes caso você seja um autônomo ou empreendedor, ou mesmo no caso de uma doença.

Para quem é empregado CLT, a indicação é ter guardado pelo menos seis meses de seu custo de vida. Se você recebe R$ 5 mil de salário, deve ter R$ 30 mil investidos em uma aplicação de alta liquidez e de preferência com perfil conservador (para que você não perca dinheiro e consiga resgatá-lo facilmente se necessário).

No eventual caso de uma demissão você ainda tem benefícios a receber, como o seguro-desemprego, e o período de seis meses deve ser suficiente para sua recolocação no mercado. Se você é autônomo ou empreendedor e sua receita está mais sujeita a variações que estão fora de seu controle, a indicação é ter guardado 12 meses de seu custo de vida.

Por fim, para ter mais saúde em suas finanças pessoais, conte com a ajuda de quem sabe administrar bem o dinheiro (6). Leia sobre o assunto em sites e blogs de referência, assine canais no YouTube, baixe um aplicativo de organização financeira. Estar próximo do comportamento que almejamos é bom para ter os objetivos sempre em mente, visualizar bons exemplos e se manter atualizado.

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