Consórcio de viagens: o que é e como funciona

Por admin

Consórcio de viagens

Viajar é uma forma de imergir em outras culturas, conhecer novos lugares e experimentar outras comidas. Isso sem contar na possibilidade de aliviar a mente com experiências que trazem leveza para o dia a dia.

Ainda assim, nem sempre é fácil se planejar financeiramente para uma situação dessas. Uma forma de facilitar o passeio é por meio do consórcio de viagens — uma possibilidade muito boa, mas ainda desconhecida de muitas pessoas.

Se você quer entender um pouco melhor como ele funciona e como pode permitir que você conheça o destino dos sonhos, você está no lugar certo. Leia este artigo e entenda mais sobre o tema.

Afinal, o que é um consórcio de viagens?

A maioria das pessoas conhece a modalidade de consórcio para a compra de bens, como carros, motos ou até mesmo imóveis.

Porém, ele também pode servir como uma alternativa para adquirir muitas experiências. Nesse caso, o cliente contrata um consórcio e paga mensalmente um valor pré-estabelecido. Até o final das parcelas, ele é contemplado com o benefício (que, no caso da viagem, é uma carta de crédito com um valor específico) e pode desfrutar da viagem.

Essa é uma forma de se planejar melhor financeiramente para uma vivência desse tipo — o que é um grande ganho, tendo em vista que grande parte dos brasileiros não tem o costume de economizar dinheiro e menos ainda de orçar viagens. Para entender um pouco melhor como ele funciona, confira o tópico a seguir.

Como ele funciona?

Tudo começa com a escolha do interessado por um valor da carta de crédito. Ele representa o valor que o contratante precisa para viajar, então é necessário ter o mínimo de noção para calcular (mesmo que aproximadamente) qual é a quantia necessária.

Esse é o momento de considerar o perfil da viagem (se será nacional ou internacional, por exemplo) e todos os gastos que ela envolve. Nesse momento, lembre-se de considerar passagem aérea, gastos com hotéis, passeios e o que mais for necessário.

Depois disso, a administradora do consórcio abre um grupo de pessoas com interesse em viajar também, preferencialmente com uma faixa minimamente comum de gasto. Afinal de contas, se os valores foram muito discrepantes, o preço pago pela mensalidade de cada um também pode variar de forma considerável. Feito isso, todos os envolvidos pagam uma quantia mensal que é prevista em contrato. Esse investimento costuma demorar de 1 a 4 anos de duração.

Além do que compartilhamos acima, existem alguns aspectos importantes para o funcionamento do consórcio de viagens. Veja alguns deles abaixo:

Taxas da administradora

As taxas embutidas no contrato devem ser analisadas antes de se fechar qualquer negócio, tendo em vista que interferem diretamente no valor que será pago no final das contas. Além disso, é bom considerar que existem reajustes anuais baseados em alguns índices (como o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Portanto, esteja atento e perceba todos os detalhes que podem significar um aumento nas mensalidades.

Taxa de juros

A boa notícia é que o consórcio representa uma maneira interessante de conseguir crédito sem o pagamento de juros. Simplesmente fantástico, não é mesmo? O “preço” por isso envolve a necessidade de esperar a contemplação da carta de crédito (o que pode ser obtido de forma mais rápida no caso de um financiamento).

A movimentação de dinheiro, nesse caso, acontece por meio dos depósitos que são feitos mensalmente por um grupo que tem um interesse comum.

Sorteio

Como adiantamos, toda a gestão do dinheiro e do sorteio é feita nesse meio tempo pela administradora. A forma mais usual envolve um sorteio mensal, que pode contemplar uma ou mais pessoas — tudo depende do tamanho do consórcio e da estratégia adotada.

Quem é sorteado recebe a carta de crédito (ou seja, tem acesso ao dinheiro para viajar), mas continua pagando as parcelas até o final. Embora algumas pessoas confundam, não é porque o benefício pode ser desfrutado que todos os pagamentos cessaram.

Depois disso, o cliente tem o direito de escolher (ou confirmar) o destino, a agência de viagens que vai intermediar a contratação e todos os outros detalhes. Tudo isso deve ser informado à administradora, já que ela normalmente faz o pagamento diretamente para a empresa contratada (e não para o participante).

Por fim, é bom destacar ainda que, caso o cliente queira esperar um tempo para realizar a compra da viagem, ele pode fazer isso sem problemas. Nesse caso, o valor da carta de crédito fica retido em uma poupança.

Lances

Esperar todos os meses para realizar a viagem dos sonhos pode ser normal para alguns e uma verdadeira tortura para outros. A boa notícia é que existem alguns mecanismos que podem acelerar o resgate do dinheiro.

Uma alternativa muito usada para adiantar o acesso à carta de crédito acontece por meio de lances feitos pelo participante. Nesse caso, aquele que oferece um volume maior de dinheiro (como forma de adiantamento) ou, ainda, quem antecipou o maior número de parcelas tem chances maiores de conquistar o adiantamento do crédito.

E agora: fazer um consórcio de viagens ou investir o dinheiro?

Na verdade, a resposta para uma pergunta dessa depende muito do perfil de cada pessoa e o quanto ela está preparada para lidar com as consequências de cada uma das escolhas.

O consórcio, por exemplo, pode ser uma ótima maneira de conquistar os sonhos, mas depende da sorte de ser contemplado. Isso significa que a pessoa possa ter que esperar por muito tempo — o que pode significar uma excelente alternativa para quem não está com pressa e quer economizar.

O investimento não tem esse tipo de limitação de tempo, porém, por outro lado, nem todo mundo tem a gestão financeira necessária para seguir com esse caminho. Por isso, o importante mesmo é ponderar qual das soluções melhor se aplica à sua realidade.

Depois de ler este artigo e entender um pouco melhor como funciona um consórcio de viagens, esteja atento e considere essa opção. Ela pode ser uma ótima maneira de conhecer outros lugares de forma planejada sem se endividar.

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